Profissionais de diferentes setores debateram neste domingo no Seminário Novas Mídias, com mediação do Secretário de Cultura Emerson Novaes, na Escola Magia do Cinema.
O exibidor Adhemar Oliveira, diretor dos Grupos Espaço e Arteplex de cinemas, afirmou que a exibição digital vem democratizando o cinema no Brasil. “Como não necessita da cópia 35mm, que é cara, a projeção digital possibilita o acesso de um filme a mais regiões do país, além de diminuir os custos para o exibidor”. Ele também vê com bons olhos o crescimento do cinema 3-D. “Ele está ajudando o setor a fugir da pirataria – pelo menos enquanto não houver televisor 3-D”.
Irina Neves, da Cine Mobile, produtora de conteúdos para celular, comentou: “O futuro das imagens no celular está nos curtas, nas animações. Muito pouca gente quer ver um filme inteiro numa tela tão pequena. Ou seja, o cinema nunca vai perder o seu lugar”.
André Izidro, do site Porta Curtas (www.portacurtas.com.br), projeto da Petrobras que exibe curtas brasileiros na internet desde 2002, falou sobre o projeto do site. “Desde que a lei que obrigava a exibição dos curtas antes dos longas nos cinemas acabou nos anos 80, os curtas só eram exibidos nos festivais. O Porta Curtas veio como uma alternativa, e permite que se linque os curtas em outros sites. O YouTube popularizou os vídeos na internet, mas felizmente ele não compete com nosso nicho”.
Fabio Lima, da distribuidora Moviemobz, especializada em distribuição digital nos cinemas, acredita que o mercado ainda deve mudar muito com as novas tecnologias. “Os meios multimídia e a internet vão ser cada vez mais concorrentes ferozes das TVs aberta e paga. Para o usuário, é muito melhor pagar por cada filme que ele vê do que fechar um pacote e pagar a TV a cabo quando está de férias, por exemplo, e não viu um filme sequer naquele mês”.