“Os Mamonas ainda estão vivos. Só em comunidades da banda na internet, encontram-se hoje 3 milhões de pessoas”. Assim o diretor Cláudio Kahns definiu o sucesso do grupo Mamonas Assassinas, morto em 1996 em um acidente de jatinho, tema de seu documentário “Mamonas – O Doc”.
Kahns contou que as entrevistas do documentário foram feitas como parte da pesquisa para um filme de ficção que pretende rodar sobre o grupo, “Mamonas – O Filme”. “Mas o material ficou tão legal, as entrevistas ficaram tão engraçadas, que percebi que havia ali um documentário”. Há um forte interesse da Record Entretenimento, braço de cinema da Rede Record, para produzir a ficção.
O diretor contou que o filme foi feito sem nenhum incentivo fiscal e ainda não tem distribuidor para cinema. “Também sinto que o público desse filme não está só nos cinemas, mas também em outras mídias”. Ele quer começar a exibição do filme pelo interior de São Paulo – todos os integrantes da banda são de Guarulhos.
Kahns fez ainda uma divagação sobre a importância dos Mamonas: “Me pergunto até que ponto eles não ajudaram o Lula a se eleger presidente, com essa história dos meninos humildes de Guarulhos que de repente fizeram tanto sucesso no país inteiro”.