Diretor e elenco do filme “À Deriva”, que abriu nesta quinta o II Festival Paulínia de Cinema, debateram nesta sexta o filme com a plateia de espectadores, jornalistas e profissionais de cinema, na sala de imprensa da Prefeitura Municipal de Paulínia.
“Foi muito tocante interpretar uma mulher da minha geração. Foi difícil entender a atitude da Clarice, de deixar os filhos com o pai, acho que eu jamais teria coragem de fazer isso. Mas esse é o trabalho de uma atriz, entender o seu personagem”, disse a atriz Debora Bloch.
Debora também comentou o fato de ter feito muitos papéis dramáticos nos últimos anos, como a Clarice do filme “À Deriva” e a Silvia da novela “Caminho das Índias”. “Amo fazer comédia, mas o ator precisa ser livre. Chegou um momento em que eu quis buscar outras coisas na minha carreira”.
O diretor Heitor Dhalia comentou que fez um filme pessoal, mas não autobiográfico, sobre uma menina na adolescência que encara as mudanças na vida e na família, com a separação dos pais. Ele afirmou que o amadurecimento é o tema principal de seu filme, e comentou seu trabalho com os atores. “Cada ator requer uma relação diferente. Eu fui duro com a Débora, um pouco afastado do Vincent (Cassel) e carinhoso com a Laura (Neiva)”, comentou.
A adolescente Laura Neiva, que tinha apenas 14 anos quando interpretou o papel da menina Felipa, a protagonista do filme, não acreditou que havia sido selecionada para o filme. “A produtora de elenco deixava mensagens no meu Orkut, mas eu deletava, achando que era brincadeira. Só depois de muito tempo conseguiram falar comigo”.